terça-feira, 25 de julho de 2006
sábado, 22 de julho de 2006
TÃO PERTO E TÃO LONGE...
Percebo-nos longe. Distantes. Com medo, talvez. Mas, eu devo-te tanto. Devo-te cumplicidade. Devo-te horas de conversa. Devo-te a calma que me impões sempre que falamos. Devo-te os sorrisos que vou tendo. Entreguei-te o que sou por dentro, os meus medos e os meus desejos. Preciso tanto de ti! Preciso tanto das nossas histórias e confissões. Preciso tanto das tuas brincadeiras. Das trocas de sorrisos e picardias. Fazes parte de mim. E se é assim, longe, que podemos estar, vivamos assim, então... Deixa-me ficar. Deixa-te ficar. Deixa-nos persistir no tempo. Num tempo sem tempo. No nosso tempo. Deixa-me estudar-te. Aprender cada hábito teu. Conta-me tudo. Não te posso esquecer. Não quero. Por que haveria eu de querer esquecer alguém que me faz tão bem? Não posso. Quero é conhecer cada olhar, cada sorriso. Cada pedaço de ti... Abraça-me e tira-me daqui. Para onde quer que tu estejas. Eu vou aonde me quiseres levar. Pega-me na mão. Sente-me. Sou tua. É como eu sou, tua. E quero sentir-te meu. Cada vez mais. Segura-me em ti. Quero conhecer-te melhor. Cada milímetro teu. Quero-te meu. Quero sentir-me tua. Aconchega-me que eu encolho-me em ti. Segura nos teus braços. Já te disse, vou aonde me quiseres levar... Quero encontrar o meu lugar, mas se for perto do teu, tanto melhor...
quarta-feira, 19 de julho de 2006
UM DIA DE CADA VEZ...
"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece?
Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! (...) O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! (...) O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
Miguel Esteves Cardoso
segunda-feira, 17 de julho de 2006
sexta-feira, 14 de julho de 2006
I MISS YOU
To see you when I wake up
Is a gift I didn't think could be real.
To know that you feel the same as I do
Is a three-fold, Utopian dream.
You do something to me that I can't explain.
So would I be out of line if I said "I miss you"?
I see your picture.
I smell your skin on
The empty pillow next to mine.
You have only been gone ten days,
But already I'm wasting away.
I know I'll see you again
Whether far or soon.
But I need you to know that I care,
And I miss you.
Incubus
Is a gift I didn't think could be real.
To know that you feel the same as I do
Is a three-fold, Utopian dream.
You do something to me that I can't explain.
So would I be out of line if I said "I miss you"?
I see your picture.
I smell your skin on
The empty pillow next to mine.
You have only been gone ten days,
But already I'm wasting away.
I know I'll see you again
Whether far or soon.
But I need you to know that I care,
And I miss you.
Incubus
quarta-feira, 12 de julho de 2006
segunda-feira, 10 de julho de 2006
DESABAFO
Os que cá vêm todos os dias sabem que estou desempregada. Já lá vão sete meses. Mas desenganem-se os que pensam que não faço nada. Para já, procurar emprego dá trabalho. E muito. Mas, para além disso, estou transformada numa autêntica fadinha do lar. Ora cozinho, ora arrumo a casa, ora trato da roupa, ora trato do cão... vocês nem imaginam os meus dias! Sempre fui muito dada às coisas da casa - e gosto -, mas, aqui entre nós que a minha mãe não me lê, agora é um exagero. Sou uma verdadeira dona de casa. Só me faltam o marido e os filhos. (Agora até me arrepiei!) Sinto-me a gata borralheira. Não há meio é da abóbora aparecer como coche para perder o raio do sapato de cristal e ver a minha vida transformar-se num conto de fadas!? Quando? Quando? Quaaaannndddoooooo???
Até podia continuar o desabafo, mas tenho à minha espera um cesto de roupa para engomar... GRRRRRRR!
Até podia continuar o desabafo, mas tenho à minha espera um cesto de roupa para engomar... GRRRRRRR!
sábado, 8 de julho de 2006
NEW LOOK!
Ainda na onda de um estado de espírito mais alegre quis mudar a aparência d' O Meu Lado B. Estamos no Verão e preciso de côr. Afinal, este cantinho é o meu refúgio... gosto que esteja à minha imagem. E, neste momento, quero aproveitar este optimismo que me invadiu. Às vezes, até tenho medo deste bem-estar. Posso andar a vaguear pelas ruas da vida, mas tenho o mundo à minha espera... e não vou desperdiçar tempo algum! Espero que gostem do novo look.
segunda-feira, 3 de julho de 2006
quinta-feira, 29 de junho de 2006
Hoje, olhei-me ao espelho e não me reconheci. Senti-me estranha. Como nunca me tinha alguma vez sentido. Cansada. Vazia. Sem qualquer resposta para as mil e uma perguntas que faço todos os dias ao acordar e, inevitavelmente, ao deitar. Que caminho escolher e onde ir? Vale a pena o esforço? Será recompensado? Por vezes penso que não. Outras há em que me sinto recompensada pelas experiências de vida que vou tendo. Viver é um dom, mas não se vence sem uns golpes de sorte... e eu nunca tive muita sorte. É triste quando nos apetece estar como uma avestruz, de cabeça enterrada na areia. Sem quês, nem porquês! Com vontade de desistir. Há dias assim. Que batemos bem lá no fundo. E hoje é um dia em que não quero estar assim. Porque nunca fui assim. Nunca me conheci assim. Sempre de lágrima no olho. Sem conseguir controlar as emoções. Sensível. Melhor, “super-hiper-mega-sensível”. Mimada. Sempre a fazer beicinho e a pedir mimos. Estou farta. Estou exausta. Tão exausta que me tenho esquecido que só tenho 26 anos e preciso de viver. Um dia, quando for grande, quererei ser tudo menos tão exigente comigo mesma. Há coisas que não compensam. Ser como uma avestruz é uma delas! Quero renascer. Quero voltar a ser quem era. Quero voltar para mim. Ser eu outra vez. Como sempre.
A música na bússola sonora é para me acompanhar o estado de espírito. Esta tem um poder especial sobre mim e faz-me sorrir de cada vez que a ouço. Leva-me a bons momentos da vida! :)
A música na bússola sonora é para me acompanhar o estado de espírito. Esta tem um poder especial sobre mim e faz-me sorrir de cada vez que a ouço. Leva-me a bons momentos da vida! :)
quinta-feira, 22 de junho de 2006
EM SILÊNCIO...
És como uma música. Vai-se aprendendo a letra, o ritmo e a melodia. Aos poucos. E quando já se sabe quase de cor, toca-nos sempre de maneiras diferentes. Está sempre connosco. Nos nossos ouvidos. Na nossa boca. No nosso corpo. Sempre presente. E quando não a ouvimos, imaginamo-la. A melodia. O som. O que nos faz sentir. A vontade de dançar que nos cresce ao primeiro acorde. Sim, és como uma música. Daquelas que não nos saem da cabeça. E, por isso, tenho saudades daquilo que ainda não vivemos, sabes? Preciso de ti. Eu sei que mesmo longe me abraças. E mesmo distante estás comigo. Quando fecho os olhos, sinto o teu toque, sinto a tua mão na minha e os teus olhos nos meus. Num jeito só teu. Em silêncio. Também desconfio de ti, sabes? Muito. Muito mesmo. Mas, não te consigo esquecer. Desconfio de ti. Desconfio de mim. Desconfio de nós. É bom demais para ser verdade. Bate demasiado certo, percebes? Penso em tudo. Neste nada que temos vivido. Neste todo que têm sido estes últimos meses. Penso em ti. E naquilo que és. Preciso tanto de ti. De nós. Gosto tanto de ti. A sério. Como nunca pensei gostar de alguém. Eu acredito. Porque não? Penso eu. Acredito nesse teu sentimento de silêncios. Um sentir que não precisa de palavras, nem de gestos, nem de nada. O mais importante, ainda que em silêncio, está contigo. Comigo. Guardado junto ao peito. E, embora não possamos dizê-lo sempre, nós somos especiais. Sei que me entendes. Afinal, tu procuras-me neste silêncio. Tu ensinaste-me a vivê-lo. A percebê-lo. A aceitá-lo. Como um jogo. Estranho. Um jogo que gostamos de jogar. Perigoso, mas aliciante: eu digo, tu consentes. Porque “quem cala, consente”, não é? E no meio, este silêncio. Um silêncio só nosso. Ambos jogamos, transparentes, mas cada um à sua maneira. O importante é o jogo continuar... E esta é a razão para acreditar. Acreditar em ti e em mim. Em nós. Ainda.
quinta-feira, 15 de junho de 2006
"Tornei-me uma figura de livro, uma vida lida. O que sinto é (sem que eu queira) sentido para escrever que se sentiu. O que penso está logo em palavras, misturado com imagens que o desfazem, aberto em ritmos que são outra coisa qualquer. De tanto recompor-me destruí-me. De tanto pensar-me, sou já meus pensamentos mas não eu."
Fernando Pessoa in Livro do Desassossego
Fernando Pessoa in Livro do Desassossego
sábado, 10 de junho de 2006
domingo, 28 de maio de 2006

The Kiss, Gustav Klimt
Estás sem estares. Sempre. Mesmo em silêncio estás em mim quando preciso. Agora, sei disso. Agora percebo... Agora, conheço-te!
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Ando preocupada. Acho mesmo que tenho um problema. Estou viciada no meu telemóvel. Se toca fico super feliz e nem percebo muito bem porquê - quase nunca é pela pessoa que está do outro lado. Se não toca, passo as horas a olhar para ele à espera que as luzinhas se acendam. É uma aflição constante. Um querer enorme. Muitas vezes, sinto-me triste porque ele foi apenas um objecto inanimado que não serviu para mais nada se não uma companhia quieta e muda. Estou mesmo preocupada. Será que existe uma associação para viciados no telemóvel? É que basta uma mensagem para querer mais e mais e mais. Basta um simples toque para ficar eufórica. Eu não consigo tê-lo desligado...
E não é só o telemóvel. É o computador também. Passo horas na internet. Ou nos blogs, ou a ler os jornais, ou a fazer pesquisas, ou a escrever ou no MSN. Sim, esse monstro que nos liga ao mundo. Estou completamente dependente. Sinto-me estúpida por isto. Não consigo passar um único dia sem espreitar quem está lá. Não duvido que é uma ferramenta essencial nos dias de hoje, mas o sentimento de dependência que sinto faz-me sentir um bocado desconfortável. É certo que me ajuda a falar com as pessoas que tanto me fazem falta e que estão longe. Há alturas que é mesmo o ponto de encontro para reencontros. E talvez seja essa a razão. Talvez seja por isso que gosto tanto de estar ligada. É que sinto uma necessidade indescritível de estar ligada. Está a tornar-se um vício cada vez maior. Um vício que não consigo controlar. E eu que odiava computadores...
Estou mesmo muito precupada. Ontem, um amigo disse-me que eram "sintomas de carência afectiva". Será? É que a confirmar-se faz-me sentir ainda mais estranha. Também, se for mesmo isso, as novas tecnologias sabem a pouco. É que não me satisfazem! Tanto o telemóvel como o computador não substituem um olhar, um toque, um miminho, um abraço, um beijo. Podem ser uma aproximação, mas não é a mesma coisa. Nunca.
Será que preciso de ajuda?
E não é só o telemóvel. É o computador também. Passo horas na internet. Ou nos blogs, ou a ler os jornais, ou a fazer pesquisas, ou a escrever ou no MSN. Sim, esse monstro que nos liga ao mundo. Estou completamente dependente. Sinto-me estúpida por isto. Não consigo passar um único dia sem espreitar quem está lá. Não duvido que é uma ferramenta essencial nos dias de hoje, mas o sentimento de dependência que sinto faz-me sentir um bocado desconfortável. É certo que me ajuda a falar com as pessoas que tanto me fazem falta e que estão longe. Há alturas que é mesmo o ponto de encontro para reencontros. E talvez seja essa a razão. Talvez seja por isso que gosto tanto de estar ligada. É que sinto uma necessidade indescritível de estar ligada. Está a tornar-se um vício cada vez maior. Um vício que não consigo controlar. E eu que odiava computadores...
Estou mesmo muito precupada. Ontem, um amigo disse-me que eram "sintomas de carência afectiva". Será? É que a confirmar-se faz-me sentir ainda mais estranha. Também, se for mesmo isso, as novas tecnologias sabem a pouco. É que não me satisfazem! Tanto o telemóvel como o computador não substituem um olhar, um toque, um miminho, um abraço, um beijo. Podem ser uma aproximação, mas não é a mesma coisa. Nunca.
Será que preciso de ajuda?
segunda-feira, 22 de maio de 2006
“Podemos começar por qualquer lado que tanto faz. Havemos de chegar lá. Não me perguntes onde. Quando chegarmos saberás. Agora é cedo para perguntar.”
Pedro Paixão in Muito, Meu Amor
Aconteça o que acontecer... Um dia de cada vez... Sem pressas...
quinta-feira, 18 de maio de 2006
segunda-feira, 15 de maio de 2006
Se não és o meu porto de abrigo, corta os laços que me unem a ti e deixa-me respirar...
Se não me queres junto a ti, deixa-me sentir a liberdade... deixa-me voar para longe de ti... deixa-me sentir livre de nós...
Se não pensas sequer em mim, leva tudo contigo... todas as lembranças...
Vai e esquece tudo a partir de agora... sem culpas... esquece as promessas...
Mas...
Se queres ser o meu cais, afinal, pede-me desculpa pelos dias que passo sem ti, pelas noites que passo acordada e pelas lágrimas que já chorei...
Se ainda me queres um bocadinho que seja, grita-me aos ouvidos que te preocupas comigo, que tens saudades minhas e admite que a tua decisão foi a menos acertada...
Se ainda é possível, pede-me desculpa. Basta isso. Surpreende-me...
Se não me queres junto a ti, deixa-me sentir a liberdade... deixa-me voar para longe de ti... deixa-me sentir livre de nós...
Se não pensas sequer em mim, leva tudo contigo... todas as lembranças...
Vai e esquece tudo a partir de agora... sem culpas... esquece as promessas...
Mas...
Se queres ser o meu cais, afinal, pede-me desculpa pelos dias que passo sem ti, pelas noites que passo acordada e pelas lágrimas que já chorei...
Se ainda me queres um bocadinho que seja, grita-me aos ouvidos que te preocupas comigo, que tens saudades minhas e admite que a tua decisão foi a menos acertada...
Se ainda é possível, pede-me desculpa. Basta isso. Surpreende-me...
domingo, 7 de maio de 2006
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Tenho uma vontade enorme de imensas coisas e não tenho vontade de nada ao mesmo tempo. E sinto-me ridícula por me sentir assim. Quero cuspir o que me sufoca a alma, mas só consigo guardar tudo algures no meu peito. É que não sou capaz... não sou capaz... não sou capaz...
segunda-feira, 1 de maio de 2006
Bem sei que a vida não pode avançar com base no passado, mas ultimamente são as recordações do que já vivi que me fazem seguir caminho. As palavras têm-me falhado, por isso deixo-vos as de outros. Façam delas as minhas.
A Severa foi-se embora,
O tempo pra mim parou,
O passado foi com ela,
Para mim não mais voltou.
As horas pra mim são dias,
As horas pra mim são dias,
Os dias pra mim são anos,
Recordação é saudade,
Recordação é saudade,
Saudades são desenganos.
Ó tempo volta pra trás,
Traz-me tudo que eu perdi,
Tem pena e dá-me a vida,
A vida que eu já vivi.
Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.
Porque será que o passado
E o amor são tão iguais?
Porque será que o amor
Quando vai não volta mais?
Mas para mim a Severa,
Mas para mim a Severa,
É o eco dos meus passos,
Eu tenho a saudade à espera,
Eu tenho a saudade à espera,
Que ela volte prós meus braços.
Ó tempo volta pra trás
Traz-me tudo que eu perdi
Tem pena e dá-me a vida
A vida que eu já vivi
Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.
António Mourão/Manuel Paião
A Severa foi-se embora,
O tempo pra mim parou,
O passado foi com ela,
Para mim não mais voltou.
As horas pra mim são dias,
As horas pra mim são dias,
Os dias pra mim são anos,
Recordação é saudade,
Recordação é saudade,
Saudades são desenganos.
Ó tempo volta pra trás,
Traz-me tudo que eu perdi,
Tem pena e dá-me a vida,
A vida que eu já vivi.
Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.
Porque será que o passado
E o amor são tão iguais?
Porque será que o amor
Quando vai não volta mais?
Mas para mim a Severa,
Mas para mim a Severa,
É o eco dos meus passos,
Eu tenho a saudade à espera,
Eu tenho a saudade à espera,
Que ela volte prós meus braços.
Ó tempo volta pra trás
Traz-me tudo que eu perdi
Tem pena e dá-me a vida
A vida que eu já vivi
Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.
António Mourão/Manuel Paião
quinta-feira, 27 de abril de 2006
Never is a promise
You’ll never see the courage I know
Its colors’ richness won’t appear within your view
I’ll never glow - the way that you glow
Your presence dominates the judgements made on you
But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch; I see from greater heights
I understand what I am still too proud to mention - to you
You’ll say you understand, but you don’t understand
You’ll say you’d never give up seeing eye to eye
But never is a promise, and you can’t afford to lie
You’ll never touch - these things that I hold
The skin of my emotions lies beneath my own
You’ll never feel the heat of this soul
My fever burns me deeper than I’ve ever shown - to you
You’ll say, don’t fear your dreams, it’s easier than it seems
You’ll say you’d never let me fall from hopes so high
But never is a promise and you can’t afford to lie
You’ll never live the life that I live
I’ll never live the life that wakes me in the night
You’ll never hear the message I give
You’ll say it looks as though I might give up this fight
But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch, I see from greater heights
I realize what I am now too smart to mention - to you
You’ll say you understand, you’ll never understand
I’ll say I’ll never wake up knowing how or why
I don’t know what to believe in, you don’t know who I am
You’ll say I need appeasing when I start to cry
But never is a promise and I’ll never need a lie
Fiona Apple
You’ll never see the courage I know
Its colors’ richness won’t appear within your view
I’ll never glow - the way that you glow
Your presence dominates the judgements made on you
But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch; I see from greater heights
I understand what I am still too proud to mention - to you
You’ll say you understand, but you don’t understand
You’ll say you’d never give up seeing eye to eye
But never is a promise, and you can’t afford to lie
You’ll never touch - these things that I hold
The skin of my emotions lies beneath my own
You’ll never feel the heat of this soul
My fever burns me deeper than I’ve ever shown - to you
You’ll say, don’t fear your dreams, it’s easier than it seems
You’ll say you’d never let me fall from hopes so high
But never is a promise and you can’t afford to lie
You’ll never live the life that I live
I’ll never live the life that wakes me in the night
You’ll never hear the message I give
You’ll say it looks as though I might give up this fight
But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch, I see from greater heights
I realize what I am now too smart to mention - to you
You’ll say you understand, you’ll never understand
I’ll say I’ll never wake up knowing how or why
I don’t know what to believe in, you don’t know who I am
You’ll say I need appeasing when I start to cry
But never is a promise and I’ll never need a lie
Fiona Apple
segunda-feira, 24 de abril de 2006
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. O relógio no meu pulso marca o passo. Relembra-me todos os dias que o tempo não pára. Voa. Relembra-mo mesmo quando me esqueço disso. Cada segundo. Eu pensei que passasse. Que fosse só uma fase. Daquelas que duram um par de semanas, mas depois acabam por desaparecer. Não passou. Continuo à espera de qualquer coisa. À espera dum futuro que teima em não chegar.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Cada segundo que passa. Mais uma hora. Fico-me com os meus planos. Objectivos. Sonhos. Mais nada. Só ideias, palavras e imagens que flutuam na minha cabeça. Só caprichos e vontades que abusam de mim. Sem nunca se concretizarem. Sem que me satisfaçam. Se eu não estivesse tão cansada de esperar, de lutar em vão, até me dava ao luxo de chorar. Mas isso já passou. Já chorei que chegue. Já chorei o que tive, o que tenho, o que quero ter e o que nunca terei.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Mais um dia. Penso no que fui, no que sou, no que quero ser. No que quero ter. Ainda. E é tão pouco. Sinto-me cansada. Recordo o que já fiz e tento perceber se há algo mais que possa fazer. Ouço os ponteiros a dançar. Ouço o tempo a passar. Uma espécie de aviso. Foi mais um dia que passou. E eu aqui. Sempre. À espera...
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Cada segundo que passa. Mais uma hora. Fico-me com os meus planos. Objectivos. Sonhos. Mais nada. Só ideias, palavras e imagens que flutuam na minha cabeça. Só caprichos e vontades que abusam de mim. Sem nunca se concretizarem. Sem que me satisfaçam. Se eu não estivesse tão cansada de esperar, de lutar em vão, até me dava ao luxo de chorar. Mas isso já passou. Já chorei que chegue. Já chorei o que tive, o que tenho, o que quero ter e o que nunca terei.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Mais um dia. Penso no que fui, no que sou, no que quero ser. No que quero ter. Ainda. E é tão pouco. Sinto-me cansada. Recordo o que já fiz e tento perceber se há algo mais que possa fazer. Ouço os ponteiros a dançar. Ouço o tempo a passar. Uma espécie de aviso. Foi mais um dia que passou. E eu aqui. Sempre. À espera...
domingo, 23 de abril de 2006
terça-feira, 18 de abril de 2006
Ouço o telefone a tocar. Corro para atender. És tu. Mandas-me um beijo. Não me consigo concentrar. Respiro fundo para retomar a calma. Procuras em mim algo que ambos não conseguimos explicar. Estás com saudades de mim e eu não consigo ocultar que sinto o mesmo por ti. Mas não o dizes, eu adivinho-o. Os ponteiros esquecem-se de andar e ficamos apenas um para o outro. As palavras começam a fazer sentido e dão origem a um silêncio que evitamos. Aos poucos, a minha alma, dorida de saudade, encontra o alento que ansiava. Estás mesmo ali ao pé. A chamar por mim. Sorrio. Sorris. Sorrimos. Abraçamo-nos, ainda que não fisicamente, num abraço que eu quero eterno. As nossas mãos brincam ao mesmo ritmo. Sinto-o. Só a lua testemunha a nossa história. Uma insensatez ou um sonho. Há promessas por cumprir mas sei que nada vai mudar. Não me sinto nem capaz de pensar no que é. No que foi. Não quero. Torna-se sempre mais fácil não pensar, para não sentir. É assim que fazes e eu já percebi. Finalmente, entendi a mensagem. A história parece ficar por aqui. Assim, perdida no tempo. É que agora falta muita coisa. Falta tempo. Falta vontade. Faltas tu. Falto eu. Falta tudo. Está na minha cabeça e no meu coração, mas é parte do passado.
sábado, 15 de abril de 2006
Já que o Pai Natal me faltou, conto com o Coelhinho da Páscoa. Vamos lá ver se este não me engana e se se lembra de mim...

UMA BOA PÁSCOA!

UMA BOA PÁSCOA!
quinta-feira, 13 de abril de 2006
A vida é como um puzzle. Tem várias peças. Nós somos a do meio e depois existem muitas outras que encaixam na perfeição. Os amigos são assim. Peças que nos vão completando. Dia após dia. Com um carinho, uma palavra, um gesto.
Às vezes achamos que todas as partidas que a vida nos prega são más, mas não... às vezes são bem boas. Ontem tive a primeira festa surpresa da minha vida. Foi preciso fazer 26 aninhos para alguém mentir e esconder a toda a hora só para me ver sorrir. E foram tantos os cúmplices... Faltou muita gente porque a semana não é a melhor e porque a distância não permitiu que todos conseguissem estar comigo. Mesmo assim, correu tudo muito bem. Aos que estiveram presentes física e espiritualmente, MUITO OBRIGADA!
Eu andava desconfiada, mas achei sempre que era demasiado “cota” para me fazerem uma coisa destas. Só faltaram mesmo os balões e os palhaços... (hihihihihihi) Houve tempo para tudo. Foi um fartote de surpresas. Um fartote de coisas boas. Senti-me uma criança. E foi tão bom. Até estava disposta a cantar no karaoke... Íamos brilhar com o Amanhã de Manhã d’ As Doce, mas “roubaram-nos” a música. (hihihihihi) Mas o ponto alto da noite foi quando me chamaram ao palco para me dedicarem o Parabéns a Você. Ia morrendo de vergonha... (hihihihihihihi) Enfim... Garanto a todos que jamais esquecerei esta noite. Fizeram-me acreditar que ainda é possível ser feliz. Podemos não ter tudo o que queremos nem estar sempre com quem queremos, mas temos de saber aproveitar o que temos no dia-a-dia. É sempre possível! Lição Apre(e)ndida. :)
Às vezes achamos que todas as partidas que a vida nos prega são más, mas não... às vezes são bem boas. Ontem tive a primeira festa surpresa da minha vida. Foi preciso fazer 26 aninhos para alguém mentir e esconder a toda a hora só para me ver sorrir. E foram tantos os cúmplices... Faltou muita gente porque a semana não é a melhor e porque a distância não permitiu que todos conseguissem estar comigo. Mesmo assim, correu tudo muito bem. Aos que estiveram presentes física e espiritualmente, MUITO OBRIGADA!
Eu andava desconfiada, mas achei sempre que era demasiado “cota” para me fazerem uma coisa destas. Só faltaram mesmo os balões e os palhaços... (hihihihihihi) Houve tempo para tudo. Foi um fartote de surpresas. Um fartote de coisas boas. Senti-me uma criança. E foi tão bom. Até estava disposta a cantar no karaoke... Íamos brilhar com o Amanhã de Manhã d’ As Doce, mas “roubaram-nos” a música. (hihihihihi) Mas o ponto alto da noite foi quando me chamaram ao palco para me dedicarem o Parabéns a Você. Ia morrendo de vergonha... (hihihihihihihi) Enfim... Garanto a todos que jamais esquecerei esta noite. Fizeram-me acreditar que ainda é possível ser feliz. Podemos não ter tudo o que queremos nem estar sempre com quem queremos, mas temos de saber aproveitar o que temos no dia-a-dia. É sempre possível! Lição Apre(e)ndida. :)
terça-feira, 11 de abril de 2006
Às vezes sinto-me especial. Hoje, é um desses dias. Tenho a sorte de poder comemorar o aniversário durante dois dias inteirinhos... Hoje e amanhã.
PARABÉNS A MIM! :D
PARABÉNS A MIM! :D
quarta-feira, 5 de abril de 2006
Passeio dos prodígios
Vamos lá contar as armas
tu e eu, de braço dado
nesta estrada meio deserta
não sabemos quanto tempo as tréguas vão durar...
há vitórias e derrotas
apontadas em silêncio
no diário imaginário
onde empilhamos as razões para lutar!
Repreendo os meus fantasmas
ao virar de cada esquina
por espantarem a inocência
quantas vezes te odiei com medo de te amar...
vejo o fundo da garrafa
acendo mais outro cigarro
tudo serve de cinzeiro
quando os deuses brincam é para magoar!
Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses
Entre o caos e o conflito
a vontade e a desordem
não podemos ver ao longe
e corremos sempre o risco de ir longe demais
somos meros transeuntes
no passeio dos prodígios
somos só sobreviventes
com carimbos falsos nas credenciais...
Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses
Vamos enganar o tempo...
Jorge Palma
Vamos lá contar as armas
tu e eu, de braço dado
nesta estrada meio deserta
não sabemos quanto tempo as tréguas vão durar...
há vitórias e derrotas
apontadas em silêncio
no diário imaginário
onde empilhamos as razões para lutar!
Repreendo os meus fantasmas
ao virar de cada esquina
por espantarem a inocência
quantas vezes te odiei com medo de te amar...
vejo o fundo da garrafa
acendo mais outro cigarro
tudo serve de cinzeiro
quando os deuses brincam é para magoar!
Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses
Entre o caos e o conflito
a vontade e a desordem
não podemos ver ao longe
e corremos sempre o risco de ir longe demais
somos meros transeuntes
no passeio dos prodígios
somos só sobreviventes
com carimbos falsos nas credenciais...
Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses
Vamos enganar o tempo...
Jorge Palma
segunda-feira, 3 de abril de 2006
UMA PROVA DE COMO POSSO SER MÁ... MUITO MÁ!

Esta pantufa de carne e osso agora põe-se assim sempre que quer mimos. Pousa o focinho no colo e olha-nos assim com este ar de cachorrinho abandonado... Normalmente só resultava com o meu pai. Agora, ele já descobriu que sou incapaz de lhe negar uns mimos e faz isso todos os dias. Vem como quem não quer a coisa e depois fica assim até a nossa mão escorregar até à sua barriguinha para algumas cócegas. É que para estar deitadinho no chão de perninhas para o ar bastam uns segundos. Depois é ver o rabo a abanar para demonstrar o estado de alegria e de conquista... Mas, hoje, fez das dele. Foi para o jardim esconder um osso e quando veio para o meu colo vinha cheio de terra. Só me apercebi quando lhe pus a mão. Gritei com ele e mandei-o para bem longe. Ele encolheu-se e olhou para mim com um ar como quem diz: “Ouve lá, não ‘tou a perceber esse teu mau feitio! Eu só quero mimos...” Depois deitou-se e engoliu em seco. Sim, descobri que é o que ele faz quando faz asneiras. Engole em seco e vira o focinho para o lado como quem não está a perceber porque lhe estamos a passar um raspanete. Também não fui capaz de lhe negar uns mimos. Pensei: ele não fez por mal. Então, sentei-me ao pé dele a limpar-lhe o focinho e lá lhe fiz umas cócegas. Em jeito de agradecimento, sabem o que ele fez? Pôs as suas patas sujas nos meus ombros e lambeu-me a cara toda. Estão a imaginar o que me apeteceu fazer-lhe, não estão? Só pensei: Artur, é desta que tu levas uma tareia que nunca mais te esqueces! Mas não... Acalmei e pensei: vou vingar-me. Pus então toda a minha maldade a trabalhar. Uns segundos depois, gritei: já sei, vou dar-lhe banho. Sim, é isso. E com um ar de poucos amigos, arrastei-o e dei-lhe um bom banho. Ele não gosta nada. Ele não gosta e eu assim vinguei-me. Foi o castigo dele. Sou ou não sou má? (hihihihihihi!)
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